Será...?

Será que posso apagar da memória todas essas lembranças?! E esquecer todos os sentimentos que elas trazem?!
Será que posso deixar de ser como sou? Deixar de gostar do que gosto?
Será que um dia vou esquecer tudo que vivi?! Esquecer todos que conheci?! Esquecer tudo o que fiz?!
Será que tenho que fazer o que me mandam, não o que quero, para conseguir tudo isso?!

O céu mais parece, apenas, algo melhor que o inferno, mas não chega a ser o paraíso!
Porque se gostássemos de todos esses ‘serás’, não seriamos nós mesmo!
‘As coisas terrenas vão passar...’
Mas nós somos terrenos, nossas vontades são terrenas, nossas necessidades são terrenas.
Se não for não assim, não seremos nós mesmos. Mas algo novo, saído de nós.
E se não sou eu, por que iria querer está lá?

Não quero ter prazeres diferentes.
Não quero esquecer quem sou, quem amo, quem conheço, o que gosto!
A idéia de eternidade não me agrada. Ser feliz eternamente não tem graça!
Gosto de variedades de sentimento.
Gosto da busca do conhecimento inatingível!
Gosto de desejar o proibido!
Mas se deus me mudar, não serei eu, apenas uma cobaia dele!
E ele será um mentiroso, pois não me daria o direito de livre arbítrio!
Mesmo assim, eu o serviria, mas com uma condição.
Depois da morte não existiria nada para mim! Nada!

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